Spotify: de user data aborrecida a content marketing criativo

Artigo publicado no dia: 5 Dezembro 2017
Categoria: Comunicação Digital | Autor: Miguel Menaia

Ser criativo e inovador no mundo digital é uma tarefa árdua. Com a quantidade de informação presente na internet, e com a quantidade de conteúdo que é produzido ao segundo, sobressair não é só um desafio – é uma necessidade. Por isso mesmo, podemos considerar que o Spotify é um excelente exemplo de como pode fazer content marketing com os dados mais inusitados.

No ano passado, a plataforma de streaming de música desenvolveu uma campanha chamada “Thanks 2016, it’s been weird“, onde examinou os dados de pesquisa dos utilizadores e os aplicou na construção de anúncios. Este ano, e repetindo o mesmo conceito (mas dando-lhe um twist interessante), a aplicação construiu uma campanha altamente customizada com as previsões para 2018 com base naquilo que a maioria dos utilizadores ouviu em 2017.

A plataforma sueca contou com a colaboração de mais de 70 artistas para esta campanha, entre os quais se destacam Ed Sheeran, Sam Smith, Kendrick Lamar e Camila Cabello. E ao que conseguimos apurar, foi incluído em 18 diferentes países.

 

Os anúncios são físicos, é certo, mas afiguram-se como um complemento interessante ao que é apresentado online. Sobretudo, por manterem um tom descontraído e bem humorado.

A estratégia do Spotify ensina-nos como utilizar a User Data de uma forma criativa. Embora os dados sejam bastante úteis e já utilizados para construir uma estratégia de redes sociais, o facto de serem utilizados desta forma torna a marca inovadora. É que, para além desta campanha, a app desenvolveu também o My 2017 Wrapped, uma espécie de quizz (e de playlists) com as nossas principais escolhas musicais do ano – algo que, como podem calcular, está a ser um sucesso no Facebook.

Encontrar uma alternativa para criar engagement com os utilizadores revela-se, por isso, importante.

 

Newsletter:

Subscreve para receber os melhores artigos do mês:

Deixa o teu comentário:

Responde a este comentário

Subscreve a nossa newsletter